Lar Amapá Trump sofre derrota em eleição para o Supremo Tribunal

Trump sofre derrota em eleição para o Supremo Tribunal

"Esta vitória é uma resposta a um ataque sem precedentes contra a democracia. A justiça não tem preço, e os tribunais não estão à venda", declarou Crawford em seu discurso de vitória.

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Em uma eleição marcada por financiamento milionário e polarização política, a juíza democrata Susan Crawford venceu o republicano Brad Schimel na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal de Wisconsin. O resultado representa um revés para o governo Donald Trump e para o bilionário Elon Musk, que investiu US 20milhões na campanha conservadora e   80 milhões gastos no pleito, o mais caro da história do estado.

A eleição ganhou repercussão nacional após Musk não apenas financiar Schimel, mas também oferecer cheques de US1milhão para quem assinasse uma petição contra o que chamou de “juízes ativistas”. A estratégia, porém, teve efeito contrário: as doações populares aos democratas dispararam após a revelação do envolvimento do magnata.

“Esta vitória é uma resposta a um ataque sem precedentes contra a democracia. A justiça não tem preço, e os tribunais não estão à venda”, declarou Crawford em seu discurso de vitória.

Com o resultado, os democratas mantêm uma maioria de 4 a 3 no tribunal, que deverá decidir nos próximos meses sobre temas sensíveis, como direito ao aborto e reformas eleitorais no estado. Analistas veem a eleição como um termômetro para a disputa presidencial de 2024, onde Wisconsin é considerado um swing state decisivo.

Contexto nacional
A disputa em Wisconsin reflete a crescente judicialização da política nos EUA, onde tribunais estaduais e a Suprema Corte federal têm papel central em questões como direitos reprodutivos e regras eleitorais. Musk, que nos últimos meses ampliou sua atuação política com doações a candidatos republicanos, repetiu em Wisconsin a tática usada nas eleições de 2020 — mas, desta vez, sem sucesso.

Enquanto a esquerda celebra a resistência ao financiamento corporativo da justiça, conservadores alertam para um possível “viés progressista” no tribunal. A decisão sobre o aborto, em particular, deve reacender o debate no estado, onde uma lei de 1849 proíbe o procedimento sem exceções.

O que está em jogo agora?

  • Aborto: O tribunal deve decidir se mantém a proibição quase total em vigor.
  • Eleições 2024: Wisconsin é crucial na corrida presidencial, e o tribunal pode definir regras como acesso ao voto.
  • Poder corporativo: A derrota de Schimel levanta questionamentos sobre a influência de bilionários em eleições judiciais.

A vitória de Crawford consolida uma tendência: após a reversão do direito ao aborto pela Suprema Corte federal em 2022, eleições para tribunais estaduais tornaram-se o novo front da guerra cultural nos EUA. Enquanto isso, Musk segue como peça-chave nesse tabuleiro — mas, desta vez, sem o resultado esperado.

(Fontes: AP, Wisconsin State Journal, Bloomberg)

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