Da Redação, com informações do G1
A Polícia Militar de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, tem atuado como um verdadeiro esquadrão da morte no estado, realizando execuções sumárias de civis desarmados, sobretudo jovens. De 2022 a 2024, o número de vítimas entre 10 e 19 anos no estado mortas por policiais em serviço cresceu em 120%, o que significa que, sob o comando de Tarcísio de Freitas a PM de São Paulo matou mais que o dobro de crianças e adolescentes.
Os dados alarmantes estão no relatório “As câmeras corporais na Polícia Militar do Estado de São Paulo: mudanças na política e impacto nas mortes de adolescentes”, divulgado nesta quinta-feira (3) pelo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Mas a realidade assustadora do fascismo dentro da PM de São Paulo pode ser ainda pior. O relatório constatou uma falha no preenchimento dos boletins de ocorrência no campo idade. De 2017 a 2024, 134 registros não possuíam informação sobre a idade da vítima, o que corresponde a 23,3% do total de boletins de ocorrência.
Matança normalizada
“A PM de Tarcísio normalizou a matança. A letalidade policial disparou em São Paulo, e o número de crianças e adolescentes mortos em ações da corporação mais do que dobrou em comparação a 2022. E esse é o governador que a mídia tenta vender como ‘moderado’”, alertou o deputado federal Carlos Zarattini.
O caso mais recente ocorreu terça-feira (1º). Durante uma abordagem violenta da PM, um rapaz de 22 anos foi morto ao tentar defender a esposa, de 18 anos, grávida de oito meses. Um policial militar apontou a arma para sua cabeça e atirou.
O deputado federal Alencar Braga, também se manifestou e apontou que a fragilização do uso de câmeras corporais evidencia o perfil do governo de São Paulo.
“Basta. Sob a gestão de Tarcísio de Freitas, o número de crianças e adolescentes mortos pela PM de SP aumentou 120%. O enfraquecimento das câmeras corporais e operações letais mostram um governo que despreza a vida dos nossos jovens, especialmente os negros, ou seja, um desgoverno bolsonarista. Inaceitável!”, escreveu.
PM mira e atira mais em crianças negras
“Segundo o levantamento, 77 crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos morreram em intervenções policiais no estado em 2024, no segundo ano do governo Tarcísio. Enquanto em 2022, na gestão Rodrigo Garcia, foram 35 vítimas — o que representa um aumento de 120%”, publicou o site G1 nesta quinta-feira (3) em longa matéria com o título “Mortes de crianças e adolescentes pela PM mais do que dobram em SP sob governo Tarcísio sem utilização correta de câmeras, diz estudo”.
Em cada três crianças e adolescentes mortos violentamente em São Paulo, uma foi assassinada pela polícia. No caso de crianças e adolescentes negros, a PM faz 3,7 vezes mais vítimas letais do que brancos.
“Esse cenário reforça a necessidade urgente de investirmos em políticas públicas de segurança que protejam, de fato, a vida de meninos e meninas, e que garantam prioridade na investigação e responsabilização dos culpados”, afirma Adriana Alvarenga, chefe do escritório do Unicef em São Paulo em entrevista ao G1.
Redução de mortes com câmeras corporais
A primeira edição do estudo, lançado em 2023, mostrou uma queda de 66,3% nas mortes de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos entre 2019 e 2022, devido ao uso das câmeras corporais e à adoção de políticas para controle do uso da força policial. Em 2019, 104 crianças e adolescentes foram mortas e 35 em 2022. A implementação do Programa Olho Vivo e adoção das câmeras corporais fez a mortalidade de crianças e adolescentes cair em 66,3% por tiros de PMs, diz o relatório.
Sob Tarcísio de Freitas, a partir de 2023, os protocolos de uso das câmeras corporais e outros mecanismos de controle das forças de segurança foram alterados, levando ao aumento absurdo de assassinatos de crianças e adolescentes pela PM.
“Operações mais letais que o massacre do Carandiru”
Também na gestão do governador Tarcísio de Freitas aumentou o número total de mortes de civis por policiais militares. Somando-se crianças, adolescentes e adultos, foi registrado crescimento de 153,5% em relação a 2022, passando de 256 para 353 em 2023 e chegando a 649 em 2024.
“Por dois anos consecutivos, a gestão Tarcísio registrou aumento no número de mortos pela PM. Tanto em 2024 quanto em 2023, a Polícia Militar realizou operações na Baixada Santista. Elas foram consideradas as mais letais desde o massacre do Carandiru, com 56 mortos, no ano passado, e 28, em 2023”, publicou o site G1.
Da Redação, com informações do G1