Lar Brasil PF apreende mais de R$ 120 mil com secretário de Educação de Belo Horizonte, afastado pelo STF em operação que mira desvios

PF apreende mais de R$ 120 mil com secretário de Educação de Belo Horizonte, afastado pelo STF em operação que mira desvios

por webradiobrasil
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A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira uma quantia total de R$ 120,8 mil em notas de Euro, Dólar e Real com um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos hoje na terceira fase da Operação Overclean. O montante estava na casa do secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, que foi afastado do cargo por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. Procurada, a prefeitura de Belo Horizonte não se manifestou. Além do dinheiro, a PF apreendeu um relógio de luxo, uma corrente de ouro, pen drives e aparelhos telefônicos. Antes de assumir o cargo na capital de Minas Gerais, Barral foi secretário de Educação de Salvador. Segundo as investigações, ele tem relação próxima com o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo” e uma das peças-chaves do esquema investigado na Overclean. Moura, que já chegou a ser preso anteriormente e foi liberado, foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta. A PF chegou a pedir novamente a detenção dele por suspeita de obstrução de Justiça, mas a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o pedido, que foi negado por Nunes Marques. Procurada, a defesa do empresário ainda não se pronunciou sobre a nova fase da Operação. Lista dos bens que foram apreendidos com o alvo: 11.550 em notas de Dólares 7.090 em notas de Euros 7.000 reais 1 relógio de luxo 1 Corrente de ouro 1 carro Corolla Pen drives Aparelhos telefônicos Ao todo, a PF cumpriu buscas em 16 endereços em Salvador (BA), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE). Segundo nota, a operação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes de licitações, desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. A corporação calcula que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas. A Overclean começou com a apuração de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas ao Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e mirou na atuação do empresário do “Rei do Lixo” junto a políticos para destravar negócios públicos. A organização é suspeita de atuar com pagamento de propina a agentes públicos para conseguir contratos em todo o país. A fase anterior da operação foi realizada em dezembro e tinha entre os alvos de mandados de prisão preventiva um vice-prefeito e um secretário municipal das cidades de Vitória da Conquista (BA) e Lauro de Freitas (BA), e um agente da Polícia Federal. O Globo

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